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Como a sua empresa pode contribuir para um ambiente feliz?

  • 04/10/2018
  • PUCRS

Você já se perguntou qual é o papel da empresa na felicidade dos colaboradores? O que antes parecia utopia, tem se tornado cada vez mais objeto de desejo. Mas, afinal, como as empresas podem criar felicidade no ambiente de trabalho?

Para Carla Furtado, professora convidada do MBA em Liderança, Inovação e Gestão 3.0 das PUCRS e especialista em felicidade nas organizações, a ciência explica que desenvolver uma cultura positiva, com foco no bem-estar dos colaboradores, acionistas, clientes, fornecedores e até com a comunidade local traz grandes benefícios para todos.

O conceito de felicidade é subjetivo, o que dificulta ainda mais a adoção de práticas que levem à satisfação no trabalho. Furtado afirma que o principal desafio que as empresas encontram é o engajamento dos colaboradores. Para ela, quanto mais feliz, maior é o comprometimento com a empresa.

- Para chegar às condições de felicidade adequadas, é necessário equilibrar em uma equação as seguintes variáveis: bem-estar psicológico, saúde, uso do tempo, vitalidade comunitária, educação, cultura, sustentabilidade, governança e padrão de vida.

O resultado da equação é promissor, segundo a especialista. Pesquisas apontam números animadores, como cerca de 30% no aumento da produtividade, 45% na permanência no emprego, redução de 65% das ausências por doença e queda de 55% no turnover. Para chegar a esses resultados, Furtado explica que o primeiro passo para a empresa é fazer um diagnóstico para identificar o "índice" de felicidade dos colaboradores e demais públicos.

- A partir desse resultado, traçamos duas frentes: uma de Educação para a Felicidade, iniciando com diretores, gestores e, só após isso, com os colaboradores. A outra frente visa melhorar as dimensões mais frágeis, estabelecemos indicadores, que vão sinalizar a melhoria do bem-estar da população em questão e também o impacto sistêmico da promoção da felicidade. Podemos observar melhorias em indicadores de RH (turnover, absenteísmo, engajamento etc.), no clima organizacional, na satisfação do cliente, no Net Promoter Score (NPS) e até na rentabilidade.

A adoção dessas práticas já é conhecida por empresas como Elektro, Serasa, Hospital Anchieta e Grupo Gaia, embora ainda esteja engatinhando no Brasil. No exterior, despontam cases como a Zappos, que registrou grande crescimento ao valorizar, entre outros aspectos, a felicidade de sua força de trabalho.

- Os Emirados Árabes estão caminhando a passos largos nesse sentido. Felicidade tornou-se prioridade em termos de políticas públicas e as empresas têm sido estimuladas a abraçar o tema. Na Ásia, há vários gigantes seguindo nessa trilha: B.Grimm, na Tailândia, e BITIS, no Vietnã.   



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